Dos desvios e distorções doutrinárias

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Espiritualidade

Orson Peter Carrara

           Há que se dedicar muito cuidado e atenção na prática cotidiana da programação de nossas instituições espíritas. O compromisso do adepto espírita é com o Espiritismo. E Espiritismo está claramente definido nas obras básicas de Allan Kardec. As inclusões indevidas, práticas que distorcem, inovações oriundas de nossas distrações doutrinárias e mesmo quando criamos o “nosso espiritismo”, correm por nossa conta e risco, gerando responsabilidades de expressão, face às noções indevidas que podemos estar semeando em pessoas que agora se aproximam da Doutrina Espírita e o conhecem distorcido de suas propostas verdadeiras.

            O compromisso do Espiritismo é com a renovação moral do ser humano. Totalmente conectado com o Evangelho de Jesus, suas bases visam esclarecer e orientar sobre nossa natureza, origem e destinação como filhos de Deus. Fundamentado em bases racionais e exclusivamente voltado ao crescimento intelecto moral dos filhos de Deus, o Espiritismo dispensa condicionamentos, dependências de qualquer espécie, imposições, exigências e fanatismos que possam ou queiram se impor.

Dos equívocos e das distorções doutrinárias

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Casa Espírita

Orson Peter Carrara

A falta de estudo da Doutrina Espírita, a ausência do uso da razão e do bom senso e também o isolamento dos grupos (fechando-se em si mesmos) são os responsáveis pelos absurdos que se cometem em nome da Doutrina e seu movimento. E isto fica por conta de quem pratica, pois o Espiritismo não pode ser responsabilizado por aqueles que não raciocinam no que fazem.

São muitos os exemplos, alguns citados em livros, jornais e revistas, por articulistas e autores diversos, todos respeitáveis e conhecidos na atividade espírita, os quais permito-me citar uns ou outros (os exemplos) para desenvolvimento do presente artigo.

Enquadram-se nesses equívocos:

  1. Obrigatoriedade de passe em todo e qualquer comparecimento ao Centro Espírita;

  2. Toda pessoa que chega perturbada ao Centro Espírita é médium;

  3. Os médiuns são seres elevados e extraordinários;

  4. Os oradores e expositores são seres infalíveis – “falou tá falado”;

  5. Médium experiente não precisa estudar;

  6. Não se deve bater palmas ao final de palestras para não dispersar fluidos;

  7. Casamento, batizado, uso de gestos e imagens, roupas especiais, cromoterapia, cristais, tvp, pirâmides, etc, no Centro Espírita;

  8. As mãos dadas formam correntes de proteção;

  9. Comemoração de Páscoa e Semana Santa no Centro Espírita;

  10. Para recarregar energias, o aplicador de passes deve encostar a cabeça na parede após a tarefa;

  11. Mulheres não devem entrar de saia no centro;

  12. Homens e mulheres devem sentar-se em fileiras separadas no ambiente do centro;

  13. Reencarnação serve para pagar dívidas;

  14. Os espíritos comunicantes sabem tudo;

  15. Determinado Centro Espírita é forte, o outro é fraco;

  16. Uso de expressões, como mesa branca, baixo espiritismo, encosto e muitos outros absurdos como aqueles das correntes no chão e das garrafas em prateleiras, para prender os espíritos obsessores ou da mesa de concreto que suporte os murros dos médiuns indisciplinados.

Os Carneiros de Panúrgio

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Os Carneiros

Orson Peter Carrara

Palavra diferente, não é mesmo? Eu também não conhecia. O título da presente abordagem é também o título de um livro publicado em 1890 e de autoria do Dr. Bezerra de Menezes. É um romance filosófico/político – é daqueles livros que não se consegue interromper a leitura – e retrata em sua essência (daí a referência no título a carneiros) o comportamento de pessoas que seguem cegas, sem reflexão, outros comportamentos. Como carneiros que não questionam e se sujeitam. A expressão panúrgio vem de personagem da obra conhecida como Pantagruel, do escritor francês François Rabelais (cerca de 1494-1553).

O texto é de 1886, durante a Monarquia, e publicado um ano após a Proclamação da República. O próprio autor declara: “Esta obra foi escrita em 1886, quando nada podia fazer presumir o desastre da monarquia. Só a carência de meios, que agora me foram proporcionados, me impediu de publicá-la em pleno reinado de D. Pedro de Alcântara.(…)”.

O fato, porém, é que é obra atualíssima, muito instrutiva, no desdobramento da saga dos personagens e no analisar da própria vida humana, com os vários ingredientes que fazem as lutas do cotidiano, nos relacionamentos familiares, nos dramas e lutas pelo progresso. Entre os diálogos dos personagens, a preciosidade dos comentários fundamentos na Lei do Progresso, da Lei de Sociedade, de Igualdade, entre outras, além, é claro, da velha questão do Livre arbítrio e da Lei de Causa e Efeito. E com grande destaque para as lideranças políticas e mesmo para educação dos filhos. Uma obra espetacular, deliciosa de ler. E repito, além de muito instrutiva, muito cativante.

Nem só de grana vive o homem…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Moedas

Wellington Balbo

Recentemente assisti uma entrevista da modelo brasileira Gisele Bündchen, em que ela disse ter sofrido síndrome do pânico. O mais curioso foi o relato de que se sentiu “perdida” porque, de certa forma, pelo seu sucesso faltava um pouco de compaixão alheia.

Mais ou menos assim:

Você é rica, famosa, tem de tudo, portanto, não pode sofrer.

Bem provável que você já tenha visto situações deste nível, em que pessoas com posses materiais falam de suas necessidades, ou fazem qualquer reclamação e alguém saí com uma dessas:

Mas está reclamando de quê? Tem de tudo na vida, deveria agradecer a Deus!”

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