Cartas psicografadas. Recados do Além…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

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Wellington Balbo – Salvador BA.

 Confesso, caro leitor, que nunca me desceu muito bem esse movimento que há de alguns médiuns sobre cartas psicografadas de entes queridos. Sou definitivamente um cético quando o assunto é algo relacionado ao além. Preconceito de minha parte? Pode ser. Contudo, um dos centros em que trabalho aqui em Salvador promoveu este final de semana – 29/30 de abril  – um evento das chamadas cartas consoladoras. Convidado a trabalhar, compareci.

Fiquei na organização do salão onde o médium iria psicografar e, por isso, tive a chance de observar com um olhar mais analítico a chegada dos parentes em busca de um recado do ser amado. Muitas mães, pais, amigos, cônjuges… Posso dizer que o nome daquele salão era esperança…

Simplesmente Chico…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

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Wellington Balbo – Salvador BA.

Artigo publicado no jornal Momento Espírita, do CEAC de Bauru SP.

 Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, uma cidade encravada no interior de Minas Gerais em 02 de abril de 1910.

Desencarnou em 30 de junho de 2002, dia em que a seleção brasileira de futebol foi pentacampeã mundial.

Mais de 90 anos, portanto, de existência física que, diga-se, muito bem vivida.

Não tive o prazer de conhecer pessoalmente Chico Xavier, meu contato com o médium mineiro deu-se, sempre, pela sua literatura.

Mas, apesar de nunca ter recebido um abraço de Chico sentia-me e ainda me sinto seu amigo.

Penso que é assim com a maioria das pessoas. Chico extrapolou as barreiras da religião e tornou-se um amigo do mundo.

Aliás, almas como Chico Xavier desconhecem barreiras, muros, impedimentos, porquanto constroem pontes para que as pessoas venham até elas, ou melhor, almas como Chico vão até as pessoas, principalmente as que sofrem.

Eis sua maior alegria: reviver o evangelho e consolar os que choram.

Quanto tempo falta para a Terra chegar a mundo de regeneração?

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Regeneração

Wellington Balbo – Salvador BA

 A Revista Espírita foi uma obra com periodicidade mensal dirigida por Allan Kardec de janeiro de 1858 até abril de 1869. Embora tenha desencarnado em março de 1869, o professor havia deixado a publicação de abril daquele ano pronta.

Com frequência os assinantes da Revista Espírita pediam a Kardec para que sua publicação fosse semanal ou quinzenal. Objetivavam beber da literatura do sábio francês mais constantemente.

Kardec respondia, de forma educada, que era humanamente impossível. Em primeiro lugar porque o trabalho a que se prestava o professor tornava-se cada dia mais intenso.

Há mais coisas entre o céu e as células do que sonha nossa vã filosofia.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Há mais

Wellington Balbo – Salvador BA.

Hoje a onda é alimentação saudável. Corta açúcar, malha, deixa refrigerante de lado, evita-se gorduras saturadas… As academias nunca contaram com tantos adeptos e até o futebol entrou na onda. Tudo muito profissional. Hoje nem tem espaço para “boleiros”, ou o cara entra no esquema de cuidar do corpo ou tá fora. Regimes, dietas, nutricionistas a postos. Tudo para uma boa qualidade de vida. Colesterol controlado, doenças cardiovasculares afastadas… Opa! Doenças cardiovasculares afastadas?  Nem tanto. Ainda morremos um bocado do coração, AVC e enfermidades irmanadas.

É claro, todavia, que o corpo agradece todos os cuidados que temos com ele. E responde bem, mas deve-se considerar que não somos apenas um corpo físico.

Morreu como? De “selfie”

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

selfie

Wellington Balbo

O ser humano sempre gostou de ser fotografado e de fotografar, tanto que desde eras remotas retratos eram feitos a fim de materializar em desenhos alguns líderes, pessoas, emoções, natureza e momentos marcantes.

E por isso, por conta desta busca do ser humano em imortalizar alguns momentos, que a invenção da fotografia sempre esteve na pauta dos homens nas mais diferentes épocas da humanidade.

Narra a História que um físico francês chamado Joseph Nicéphore Niépce em 1826, século XIX e pouco antes da codificação espírita, após anos de pesquisa conseguiu desenvolver a fotografia da forma como a conhecemos atualmente. Desde então só evolução para as fotos até atingirmos ao formato digital e a possibilidade de, enfim, modificarmos, sem cirurgias plásticas, mas via photoshop, alguns pontos que nos desagradam.

Ser ateu no Brasil

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Ateu

Wellington Balbo – Salvador BA

Alguns ateus como, por exemplo, o ator Gregório Duvivier, reclamam da complicação de ser ateu num país religioso como o Brasil. Logo que alguém se declara ateu, ou na própria expressão que estão utilizando “sai do armário” é visto de maneira pejorativa em nosso país, como se tivesse uma doença contagiosa.

Questões assim não são aplicadas apenas aos ateus, mas, sim as minorias de um modo geral.  Os homossexuais também padecem com esse preconceito que não para por ai e bate forte nas mulheres, nos pobres, negros, nordestinos e etc. Atrevo-me a dizer que os grupos desprovidos de força, seja econômica, social ou quantitativa são os mais marginalizados. Vale salientar que essas minorias podem não obedecer a ordem quantitativa.

Creio, aliás, que a discussão sobre alguém ser ateu, homossexual, negro ou torcer para o Corinthians estão em campo secundário e tornam-se temas principais de nosso debate por conta de nossa inferioridade. É pura perda de foco do que é, realmente, nosso principal objetivo neste mundo.

Será que nós, espíritas, entendemos Kardec?

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

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Wellington Balbo – Salvador BA

  Kardec, em artigo postado na Revista Espírita de junho do ano de 1858 e que recebeu o título de “Os banquetes magnéticos”, relata a comemoração de dois grupos de magnetizadores que ocorre em Paris em virtude da data de aniversário de Mesmer, pai desta Ciência.

A data é 23 de maio e a comemoração dos grupos ocorre no mesmo horário. Convidado para as duas “festas”, haja vista que na época Kardec estudava o magnetismo há 35 anos, ele compareceu a uma dessas reuniões, mas não sem antes, de forma bem humorada, brincar ao afirmar que ainda não tinha a ubiquidade e, por isso poderia atender apenas a um convite.

Brincadeiras à parte, aborda Kardec sobre a importância da união. Ora, se os dois grupos festejam o mesmo tema por qual razão não confraternizam juntos?  Não ganharia – indaga ele – o magnetismo se todos estivessem unidos, haja vista que celebram os mesmos ideais e têm, ambos os grupos, o mesmo mestre?

Um novo tempo…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

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Wellington Balbo – Salvador BA

Texto publicado pelo jornal Momento Espírita, do CEAC de Bauru SP.

 A natureza não reconhece a diferença entre os meses e, por isso trabalha ininterruptamente sem importar-se com a gigantesca distância, ao menos para nós, que existe entre 31 de dezembro e 1 de janeiro. Já o ser humano, pelo fator psicológico, enxerga nas duas datas citadas um abismo. Um ciclo se fecha, um ano que se finda e outro ano que se inicia. Novas oportunidades, um sol brilhando de maneira mais clara, um ano todo para recomeçar e escrever ou reescrever a história.

E o capítulo V de O Evangelho segundo o Espiritismo “Bem Aventurados os Aflitos”, é um magnífico convite à reflexão, principalmente quando chegamos nessa época de final de ano, em que nos vemos envidados a fazer um balanço existencial. E neste mesmo capítulo está o tópico “Esquecimento do passado”. Vejamos uma parte:

Jesus!

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

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Wellington Balbo – Salvador BA

Inicia-se dezembro e o tempo natalino. Décimo terceiro, árvores de natal, o bom velhinho, compras, presentes, amigo secreto, confraternizações… Ufa… Haja disposição para superar dezembro e suas festas. E em meio a tudo isso, um tanto quanto esquecido está o aniversariante: Jesus!

Jesus veio dar-nos presentes da mais alta preciosidade. Como ele mesmo diz, que os ladrões não roubam tampouco as traças corroem. São presentes para a vida toda. Como mensurar o valor deste ensinamento:

– Se alguém te pedir para andar mil passos, caminha dois mil com ele.

Big Brother Interno…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

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Wellington Balbo – Salvador BA.

 Logo começará o Big Brother… Aliás, ainda existe? Estou escrevendo como se existisse. Eu assisti algumas edições de forma bem picada, acho que acompanhei legal mesmo o primeiro. Sempre me chamou atenção no programa a concordância que as pessoas têm com a quebra de sua intimidade. Câmeras para todos os lados com a anuência dos participantes, até porque quando se entra ali sabe o que vai acontecer. Algo pra mim sagrado é a intimidade. Intimidade vem do latim “intimus”. Este “in” no início da palavra quer dizer “em”, ou seja, intimidade significa “em dentro”, algo que está internamente em nós; ideias, sonhos, visão de vida, medos, preconceitos.

Intimidade é, pois, diferente de privacidade, mas isto é papo para um outro texto. Sigamos com o Big Brother e a quebra da intimidade. Eu não participaria deste programa de forma alguma, porquanto, como disse acima, quero minha intimidade revelada apenas às pessoas que eu escolher. Direito meu. Como é direito do Big revelar sua intimidade ao Brasil inteiro. Pois bem, todo este papo foi apenas para falar que nossas intimidades não estão assim tão íntimas… Há um Big Brother interno, um Big Brohter mais curioso que o da televisão e, diga-se, infalível… É uma câmera que nos filma a todos os instantes da existência. Uma câmera chamada consciência…

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