Um novo tempo…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

ano-novo

Wellington Balbo – Salvador BA

Texto publicado pelo jornal Momento Espírita, do CEAC de Bauru SP.

 A natureza não reconhece a diferença entre os meses e, por isso trabalha ininterruptamente sem importar-se com a gigantesca distância, ao menos para nós, que existe entre 31 de dezembro e 1 de janeiro. Já o ser humano, pelo fator psicológico, enxerga nas duas datas citadas um abismo. Um ciclo se fecha, um ano que se finda e outro ano que se inicia. Novas oportunidades, um sol brilhando de maneira mais clara, um ano todo para recomeçar e escrever ou reescrever a história.

E o capítulo V de O Evangelho segundo o Espiritismo “Bem Aventurados os Aflitos”, é um magnífico convite à reflexão, principalmente quando chegamos nessa época de final de ano, em que nos vemos envidados a fazer um balanço existencial. E neste mesmo capítulo está o tópico “Esquecimento do passado”. Vejamos uma parte:

Jesus!

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

jesus-natal

Wellington Balbo – Salvador BA

Inicia-se dezembro e o tempo natalino. Décimo terceiro, árvores de natal, o bom velhinho, compras, presentes, amigo secreto, confraternizações… Ufa… Haja disposição para superar dezembro e suas festas. E em meio a tudo isso, um tanto quanto esquecido está o aniversariante: Jesus!

Jesus veio dar-nos presentes da mais alta preciosidade. Como ele mesmo diz, que os ladrões não roubam tampouco as traças corroem. São presentes para a vida toda. Como mensurar o valor deste ensinamento:

– Se alguém te pedir para andar mil passos, caminha dois mil com ele.

Big Brother Interno…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

consciencia

Wellington Balbo – Salvador BA.

 Logo começará o Big Brother… Aliás, ainda existe? Estou escrevendo como se existisse. Eu assisti algumas edições de forma bem picada, acho que acompanhei legal mesmo o primeiro. Sempre me chamou atenção no programa a concordância que as pessoas têm com a quebra de sua intimidade. Câmeras para todos os lados com a anuência dos participantes, até porque quando se entra ali sabe o que vai acontecer. Algo pra mim sagrado é a intimidade. Intimidade vem do latim “intimus”. Este “in” no início da palavra quer dizer “em”, ou seja, intimidade significa “em dentro”, algo que está internamente em nós; ideias, sonhos, visão de vida, medos, preconceitos.

Intimidade é, pois, diferente de privacidade, mas isto é papo para um outro texto. Sigamos com o Big Brother e a quebra da intimidade. Eu não participaria deste programa de forma alguma, porquanto, como disse acima, quero minha intimidade revelada apenas às pessoas que eu escolher. Direito meu. Como é direito do Big revelar sua intimidade ao Brasil inteiro. Pois bem, todo este papo foi apenas para falar que nossas intimidades não estão assim tão íntimas… Há um Big Brother interno, um Big Brohter mais curioso que o da televisão e, diga-se, infalível… É uma câmera que nos filma a todos os instantes da existência. Uma câmera chamada consciência…

Temor da morte: Como evitá-lo?

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

medo-da-morte

Wellington Balbo – Salvador BA

 Em o Céu e Inferno, uma das obras da Codificação Espírita, Allan Kardec  trata do tema temor da morte. Como estamos em novembro, considero ser interessante algumas reflexões de tão palpitante tema.

Por que o homem teme a morte? Essa foi uma das indagações que Allan Kardec propôs na citada obra. Embora uma intuição sussurre nos ouvidos do homem de que a vida não se encerra no túmulo, há o medo do que se considera o desconhecido, e a morte, para um bom número de pessoas é uma mera desconhecida e indesejada. Aliás, é, também, uma passagem para um tempo de dor e sofrimento, ou até mesmo o nada, que o digam os materialistas.

Aliás, muitos afirmam:

Ninguém nunca foi e voltou para contar! Ledo engano, pois diversos médiuns, mesmo antes do advento do Espiritismo, serviram como ponte para que os chamados “mortos” voltassem a fim de dar testemunho de que a vida prossegue além matéria.

Que pena! Montesquieu não desfilou pela Getúlio Vargas…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

montesquieu

Wellington Balbo – Salvador BA

Nos verdes anos, em Bauru, eu e meus amigos gostávamos muito de paquerar as “gatinhas”. Ficávamos ali, nas imediações do BB Batatas e avenida Getúlio Vargas a observar as belas meninas que passavam num intenso ir e vir na grande avenidade bauruense. Digo belas segundo os padrões de beleza estabelecidos atualmente, porquanto, se fôssemos voltar ao passado, séculos XVIII e XIX, os padrões de beleza eram bem outros, sendo, pois, as mais cheinhas as cobiçadas.

Quando um de nós interessava-se por alguma garota que não obedecia aos padrões de beleza, logo os colegas questionavam:

Mas ela não é bonita! O que você viu nela?

Psicografia de entes queridos na Codificação Espírita.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

psicografia-2

Wellington Balbo – Salvador BA

Recentemente escrevi um artigo a abordar o fato de não ser objetivo principal do Espiritismo produzir cartas psicografadas de entes queridos. E, de fato, não é mesmo, todavia, vale lembrar que, por conta da misericórdia divina este contato é perfeitamente possível. As cartas psicografadas dos entes queridos consagraram-se nas mãos de nosso querido Chico Xavier, o lenço de Deus,  e, ainda hoje, há médiuns que dedicam seu tempo a realizar este intercâmbio entre os que foram e os que ficaram.

Comunicações assim estão no campo do consolo, confortam o coração e, indubitavelmente, remetem-nos à diretriz de felicidade comum que os Espíritos deixaram para nós.

A trinca da felicidade relativa é:

Posse do necessário, consciência tranquila e fé no futuro. Fé no futuro que essas abençoadas cartas de além túmulo trazem-nos para, de certa forma, aliviar nossas dores e a saudade de quem nos precedeu na grande viagem. Saber que nossos entes queridos continuam é um alento e tanto para que prossigamos com coragem neste mundo de provas e expiações.

Revista Espírita retrata o papel de Kardec na construção do Espiritismo.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

revista

Wellington Balbo – Salvador BA

Ultimamente tenho recomendado, com ênfase, o estudo da Revista Espírita, publicação que Allan Kardec dirigiu de janeiro do ano de 1858 até o momento de seu desencarne, em março de 1869. Ainda desconhecida do público (Revista Espírita) é neste periódico que o estudioso do Espiritismo encontrará, de forma mais veemente, a atuação de Allan Kardec na produção da doutrina, além, é claro, de voltar ao tempo e entrar em contato com a história do Espiritismo.

Há reflexões muito interessantes. Kardec, por exemplo, de forma muito educada e cortês permite-se discordar dos Espíritos e, com maestria, discorrer sobre uma ideia de forma irretocácel. É assim que ele faz numa comunicação do Espírito Lázaro, inserida na revista do mês de maio do ano de 1862 sobre o instigante tema “Os instintos”. Ressaltamos que Kardec discordou da posição de Lázaro, porém com total respeito, sem atacá-lo ou diminuí-lo, ao contrário, inicia sua crítica agradecendo-o e elogiando suas constantes contribuições.

A paixão aproxima, mas apenas o amor une…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

amor-275x300

Wellington Balbo – Salvador BA

É muito comum falar-se em amor à primeira vista. Isto é, quando os olhares cruzam, a espinha esfria e as borboletas cantam no estômago. Ela diz que encontrou o príncipe. Ele diz que está ao lado de uma princesa. Os anos, porém, passam e ele depara-se com a gata borralheira. Ela, por sua vez, tira os óculos da ilusão e enxerga no antigo príncipe um sapo, não raro portador de uma saliente barriga de chopp.

E quando voltam o olhar ao passado pensam: meu Deus, como fui achar que isso era amor?

Eis a verdade batendo na porta.

Realmente não era amor, apenas paixão. A paixão tem um objetivo dos mais nobres: aproximar as pessoas. Cria uma espécie de miopia que faz maximizar os pontos fortes e minimizar os pontos fracos.

Onde está nossa verdadeira pátria? No além ou na Terra?

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Pátria

Wellington Balbo

É muito comum escutar que estamos aqui na Terra de passagem e que a vida verdadeira é no mundo dos Espíritos.

Lá, alguns dizem, é nossa verdadeira pátria. Lá, sim, a vida é de verdade, repleta dos melhores amigos e sentimentos. Aqui é apenas um ensaio…

Entretanto, não é bem assim.

No atual estágio evolutivo ainda estamos sujeitos às rodas da reencarnação, ou seja, voltaremos à matéria incontáveis vezes, de modo que, ainda viajantes, não podemos afirmar que lá, no mundo dos Espíritos é nossa morada verdadeira.

Perdão!

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

perdao

Wellington Balbo – Salvador BA

Artigo publicado no Jornal Momento Espírita, do CEAC de Bauru SP.

Se há um grande desafio para o ser humano neste mundo é, indubitavelmente, o perdão.

Perdoar e também perdoar-se é tarefa fundamental para gozar de um pouco de equilíbrio neste mundo de provas e expiações.

Contatos

  • Rua Tomáz Antonio Gonzaga, 305
    Bairro São José - Pouso Alegre - MG
  • (35) 99220 - 8388