Pediu e chorou

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Caridade3

Orson Peter Carrara

Em declaração emocionada aquele homem aproximou-se bem devagar e pediu. Estava atônito, aflito, não sabia que rumo tomar. Esperava-se, óbvio, que ele pedisse dinheiro para completar a passagem – como é tão comum – ou solicitasse algum alimento. Ou mesmo alegasse enfermidade de filho ou esposa. Nada disso!

Apenas pediu para ser ouvido. Não desejava objetos, roupas ou dinheiro, nem mesmo alimentos. Apenas desejava ser ouvido. Desejava apenas a companhia de outro ser humano para abrir o coração. E começou a falar.

Disse da solidão que sentia. Falou que sua aparência simples talvez fosse a causa da indiferença alheia. Sua barba por fazer, suas roupas e calçados surrados e mesmo por não estar empregado, por não possuir família, talvez causassem a distância com outros seres humanos. Sentou na sarjeta e chorou. Chorou não de sofrimento ou de fome, chorou de emoção porque alguém se dispôs a simplesmente ouvi-lo.

Em qual escola?

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Livros

Orson Peter Carrara

 Imagine uma família que se mudou há pouco para uma nova cidade e resolveu visitar

as duas únicas escolas existentes no lugar para decidir em qual delas matricularia seu filho.

Na primeira visitada, o diretor explicou que lá, a criança estuda durante todo o ano
e, no final do período, fará um teste de avaliação. Se for aprovada, irá, no ano seguinte, para uma classe especial, com todos os alunos que se dedicaram, formando uma classe de elite. Se for reprovada, a escola manterá a criança trancada em uma sala, para sempre, com os demais reprovados. E nem os pais jamais poderão ver os filhos. Eles nunca mais terão outra chance.

E eu com isto? Será mesmo?

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

ratoeira

Orson Peter Carrara

 O relato que trazemos esta semana é bem conhecido. Já foi divulgado por meios diversos em diferentes épocas, mas continua atual e merece ser novamente veiculado. Ele é daquele tempo em que a imaginação humana, para educar e entreter coloca os animais a conversarem, a dialogarem como se humanos fossem. Ao lado desse recurso, porém, o relato traduz bem a situação atual do mundo e a extrema necessidade de nos voltarmos atenção mútua uns aos outros, sem desprezo para com ninguém, assumindo atitudes solidárias.

Numa bela casa, localizada na zona rural, a proprietária comprou uma ratoeira para capturar o rato que passeava à noite pelos cômodos e importunando os moradores. O rato ficou preocupado e procurou a galinha relatando suas angústias com a presença da ratoeira. A galinha afirmou que nada podia fazer porque era uma galinha, informando “E eu com isto? “.

O que as pessoas não gostam de ouvir quando um afeto “morre”.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Casal

Wellington Balbo – Salvador BA.

 Faz algum tempo que trabalho no tema referente a morte de entes queridos e como podemos/devemos lidar com esta “perda”. Embora o espírita saiba que a vida prossegue além túmulo, impossível não ficar triste com a perda da convivência com o ente que se foi e a preocupação com o seu estado de ânimo do outro lado da vida, se estará bem, tranquilo, em paz. Tentar ocultar esta ideia da tristeza é, ao menos em meu entendimento, um grave equívoco. A fé na imortalidade da alma não elimina a tristeza pela partida de nosso afeto. Esta fé, ou melhor, esta certeza na sobrevivência da alma ameniza a dor, mas, jamais a elimina.

Tive, inclusive, a oportunidade de escrever uma obra – Pérolas devolvidas e publicada pela Editora CEAC, 2015 –  no tocante a este delicado assunto.

Desde então prossigo trabalhando na temática.

Momento Brasileiro

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Brasil2

Orson Peter Carrara.

Diante de crimes hediondos, suicídios, tragédias provocadas (como atentados e sequestros dramáticos), e mesmo a insensibilidade reinante no governo diante da realidade brasileira, a perplexidade domina os círculos da sociedade humana.

É importante, de início, já informar: ninguém nasceu predestinado a matar (não se mata apenas com armas) ou a matar-se. Matar ou matar-se são resultantes da liberdade de agir. Estamos todos destinados ao progresso e o desajuste das emoções, do equilíbrio, é o grande responsável por tais tragédias. Estamos absolutamente convidados à harmonia na convivência, à solidariedade nas iniciativas. Da mesma forma, o dever dos que estão investidos de poder é usar a política em sua devida finalidade: gerir o tesouro nacional em favor da coletividade do país. A corrupção, em todos os níveis igualmente é um atentato à vida.

Contatos

  • Rua Tomáz Antonio Gonzaga, 305
    Bairro São José - Pouso Alegre - MG
  • (35) 3422 - 0768