Sabedoria em poucos parágrafos

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Confia Sempre

Orson Peter Carrara

Ela é muito conhecida, lida constantemente, poucas vezes comentada, impressa e distribuída em pequenos impressos e presença sempre marcante nas instituições.

Trata-se do pequeno texto intitulado Confia Sempre, de Meimei.

Seus compactos parágrafos e suas poucas linhas trazem imensa sabedoria, que nem sempre prestamos atenção ou nos damos conta do quanto significam.

Convido o leitor reler outra vez. Transcrevo-a na íntegra:

Confia sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. 
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. 

Crê e batalha. 

Esforça-te no bem e espera com paciência. 

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá. 

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. 

Eleva, pois, o teu olhar e caminha. 

Luta e serve. 

Aprende e adianta-te. 

Brilha a alvorada além da noite. 

Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com aflição ou ameaçando-te com a morte… 

Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia! 

Prova de solicitude

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Solicitude

Orson Peter Carrara

A palavra do substantivo feminino solicitude pode ser entendida por vários sinônimos que significam cuidado, zelo. Entre elas estão as seguintes definições, conforme o dicionário:

Empenho, cuidado ou zelo com que se pretende fazer ou obter algo. Diligência; demonstração de interesse, de atenção para cumprir um pedido ou uma solicitação da melhor forma possível. Esmero ou zelo ao dar qualquer tipo de ajuda ou assistência. Característica do que é solícito ou de quem oferece prontamente ajuda.”

Note-se que a abrangência da definição ou significado da palavra abre um universo de possibilidades em sua análise e abordagens, de vez que várias situações do cotidiano humano aí cabe. Para efeito didático da presente abordagem, optamos por duas delas: cuidado e zelo.

Sim, peço ao leitor, agora por sua vez, pensar onde levam essas duas palavras na própria realidade íntima do leitor, em suas experiências e conteúdo de vida.

Cuidados e zelo! É o que mais recebemos da vida. Nem sempre percebido, infelizmente, originando motivos que criam desilusões, angústias, aflições, sofrimentos.

Entre a maior dessas provas de solicitude, ou se preferirmos, uma prova de zelo e cuidados conosco é a vinda, presença, grandeza, bondade do Cristo de Deus para com a Humanidade.

Recomeço sugere ampliar reflexão

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Recomeçar

Orson Peter Carrara

O momento decisivo da evolução humana pede persistência, coragem, mas também calma.

Se pensarmos no alcance no final da conhecida expressão de Jesus: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, podemos ampliar seu entendimento e entender seu divino convite.

Afinal o “como eu vos amei”, como devemos entender?

Como é que Ele nos amou?

Em boa síntese didática-educativa, podemos entender que:

a) Ele sempre respeitou nossa posição evolutiva. Tanto que sempre valorizava quem dele se aproximava. Às diferentes personalidades que o procuraram, da mulher adúltera ao doutor da lei, respeitou-lhes o estágio moral.

b) Nada pediu em troca pelos inúmeros benefícios que trouxe à humanidade. Isso é uma demonstração de amor. Ama e porque ama ampara, consola, conforta, orienta; Nada exigiu, aguarda nosso despertar. 

c) Importou-se conosco. Esse importar-se conosco foi demonstrado na prática pelas expressivas manifestações de entendimento de nossa precária condição evolutiva, estendendo-nos seu divino amparo e orientação.

Decisão fundamental no Natal

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

samaritano

Orson Peter Carrara

A primeira atitude daquele homem foi descer do animal, um cavalo ou um camelo. Em sua caminhada encontrou aquele homem ferido, que havia sido desprezado por dois outros que ali passaram, conforme narra a conhecida Parábola do Bom Samaritano. Todo mundo conhece a parábola, nem é preciso narrar novamente. Seus personagens e desdobramentos são muito conhecidos e as lições morais daí decorrentes igualmente tocam o coração humano com lições incomparáveis.

Deixemos, todavia, aquelas lições já conhecidas, divulgadas e disponíveis para quem deseja ampliar o assunto e conhecer mais. Fixemo-nos na ocorrência da decisão do terceiro personagem, o bom samaritano, que encontrou o homem caído e ferido.

Sua primeira atitude foi descer do animal que o transportava. Isso não se deve apenas ao fato da comodidade de estar mais próximo, mas mostra a postura de decisão, de humildade principalmente, ao aproximar-se do enfermo caído. Antes de qualquer outra iniciativa de apoio que se sucedeu, como conhecida, ele antes desce do animal, aproxima-se, verifica a necessidade, para depois, então, agir como exigia o momento.

Dos desvios e distorções doutrinárias

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Espiritualidade

Orson Peter Carrara

           Há que se dedicar muito cuidado e atenção na prática cotidiana da programação de nossas instituições espíritas. O compromisso do adepto espírita é com o Espiritismo. E Espiritismo está claramente definido nas obras básicas de Allan Kardec. As inclusões indevidas, práticas que distorcem, inovações oriundas de nossas distrações doutrinárias e mesmo quando criamos o “nosso espiritismo”, correm por nossa conta e risco, gerando responsabilidades de expressão, face às noções indevidas que podemos estar semeando em pessoas que agora se aproximam da Doutrina Espírita e o conhecem distorcido de suas propostas verdadeiras.

            O compromisso do Espiritismo é com a renovação moral do ser humano. Totalmente conectado com o Evangelho de Jesus, suas bases visam esclarecer e orientar sobre nossa natureza, origem e destinação como filhos de Deus. Fundamentado em bases racionais e exclusivamente voltado ao crescimento intelecto moral dos filhos de Deus, o Espiritismo dispensa condicionamentos, dependências de qualquer espécie, imposições, exigências e fanatismos que possam ou queiram se impor.

Dos equívocos e das distorções doutrinárias

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Casa Espírita

Orson Peter Carrara

A falta de estudo da Doutrina Espírita, a ausência do uso da razão e do bom senso e também o isolamento dos grupos (fechando-se em si mesmos) são os responsáveis pelos absurdos que se cometem em nome da Doutrina e seu movimento. E isto fica por conta de quem pratica, pois o Espiritismo não pode ser responsabilizado por aqueles que não raciocinam no que fazem.

São muitos os exemplos, alguns citados em livros, jornais e revistas, por articulistas e autores diversos, todos respeitáveis e conhecidos na atividade espírita, os quais permito-me citar uns ou outros (os exemplos) para desenvolvimento do presente artigo.

Enquadram-se nesses equívocos:

  1. Obrigatoriedade de passe em todo e qualquer comparecimento ao Centro Espírita;

  2. Toda pessoa que chega perturbada ao Centro Espírita é médium;

  3. Os médiuns são seres elevados e extraordinários;

  4. Os oradores e expositores são seres infalíveis – “falou tá falado”;

  5. Médium experiente não precisa estudar;

  6. Não se deve bater palmas ao final de palestras para não dispersar fluidos;

  7. Casamento, batizado, uso de gestos e imagens, roupas especiais, cromoterapia, cristais, tvp, pirâmides, etc, no Centro Espírita;

  8. As mãos dadas formam correntes de proteção;

  9. Comemoração de Páscoa e Semana Santa no Centro Espírita;

  10. Para recarregar energias, o aplicador de passes deve encostar a cabeça na parede após a tarefa;

  11. Mulheres não devem entrar de saia no centro;

  12. Homens e mulheres devem sentar-se em fileiras separadas no ambiente do centro;

  13. Reencarnação serve para pagar dívidas;

  14. Os espíritos comunicantes sabem tudo;

  15. Determinado Centro Espírita é forte, o outro é fraco;

  16. Uso de expressões, como mesa branca, baixo espiritismo, encosto e muitos outros absurdos como aqueles das correntes no chão e das garrafas em prateleiras, para prender os espíritos obsessores ou da mesa de concreto que suporte os murros dos médiuns indisciplinados.

Os Carneiros de Panúrgio

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Os Carneiros

Orson Peter Carrara

Palavra diferente, não é mesmo? Eu também não conhecia. O título da presente abordagem é também o título de um livro publicado em 1890 e de autoria do Dr. Bezerra de Menezes. É um romance filosófico/político – é daqueles livros que não se consegue interromper a leitura – e retrata em sua essência (daí a referência no título a carneiros) o comportamento de pessoas que seguem cegas, sem reflexão, outros comportamentos. Como carneiros que não questionam e se sujeitam. A expressão panúrgio vem de personagem da obra conhecida como Pantagruel, do escritor francês François Rabelais (cerca de 1494-1553).

O texto é de 1886, durante a Monarquia, e publicado um ano após a Proclamação da República. O próprio autor declara: “Esta obra foi escrita em 1886, quando nada podia fazer presumir o desastre da monarquia. Só a carência de meios, que agora me foram proporcionados, me impediu de publicá-la em pleno reinado de D. Pedro de Alcântara.(…)”.

O fato, porém, é que é obra atualíssima, muito instrutiva, no desdobramento da saga dos personagens e no analisar da própria vida humana, com os vários ingredientes que fazem as lutas do cotidiano, nos relacionamentos familiares, nos dramas e lutas pelo progresso. Entre os diálogos dos personagens, a preciosidade dos comentários fundamentos na Lei do Progresso, da Lei de Sociedade, de Igualdade, entre outras, além, é claro, da velha questão do Livre arbítrio e da Lei de Causa e Efeito. E com grande destaque para as lideranças políticas e mesmo para educação dos filhos. Uma obra espetacular, deliciosa de ler. E repito, além de muito instrutiva, muito cativante.

Falsa noção

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Dupla Personalidade

Orson Peter Carrara

Trago aos leitores página preciosa do estudioso Deolindo Amorim (1906 – 1984), que foi jornalista, sociólogo, publicitário e escritor, nascido na Bahia. Pelo oportunismo do texto, bem adequado aos dias que vivemos, no quais muitos nos escondemos em diferentes máscaras e diante da crise moral que se abate sobre o País, sempre é bom refletir sobre essas questões. Peço ao leitor atenta leitura, embora a transcrição abaixo seja parcial:

(…) muita gente pensa que ser humilde é não ter personalidade. O próprio Cristo, que foi o Cristo, o bom, o justo por excelência, não abriu mão de Suas ideias, não recuou diante das dificuldades… se Ele não tivesse personalidade, naturalmente ficaria acomodado à situação e não teria suportado o que suportou em defesa do ideal que O iluminava. No entender de muitas pessoas, o que, aliás, está muito errado, ser humilde é dizer amém a tudo, é ficar bem com todos, ainda que tenha de sacrificar as mais fortes razões da consciência. Não foi isto o que o Cristo ensinou. Nem foi isto o que Ele praticou.

Seja por omissão ou por ação

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Bem e Mal

Orson Peter Carrara

Sobre a atualidade do Brasil, em situações que todos estamos incluídos, seja por omissão ou por ação, pensemos juntos:

a) A moral é a regra para se conduzir bem, quer dizer, a distinção entre o bem e o mal (…) O homem se conduz bem quando faz tudo em vista e para o bem de todos, porque, então, ele observa a Lei de Deus.

b) O bem é tudo aquilo que está conforme a lei de Deus e o mal tudo aquilo que dela se afasta (…)

c) (…) O mal depende da vontade. Pois bem! O homem é mais culpável, à medida que sabe melhor o que faz.

d) O mal recai sobre aquele que lhe é causa. Assim, o homem que é conduzido ao mal pela posição que lhe é dada pelos seus semelhantes, é menos culpável que aqueles que lhe são a causa, porque cada um carregará a pena, não somente do mal que haja feito, mas do que haja provocado.

Russell Crowe

por Valdenir em . Publicado em Orson Peter Carrara.

Pais filhas

Orson Peter Carrara

O excelente ator cujo nome intitula o presente artigo é também produtor de cinema neozelandês. Depois do sucesso inicial na Austrália, onde sua família mora desde sua infância, tornou-se um ator de Hollywood no meio da década de 1990; ele ganhou o Oscar de Melhor Ator em 2001 por Gladiador, talvez um de seus mais famosos filmes. Mas são ótimos os filmes onde seu nome aparece como Uma mente brilhante e Os miseráveis, entre outros.

Pois pude ver também o belíssimo filme Pais e filhas, lançado no Brasil em 2016. Uma produção sensível, envolvendo sentimentos e conflitos familiares. Na sinopse da produção vamos encontrar que um novelista mentalmente instável tenta criar sozinho a filha de cinco anos. Vinte anos depois, a garota cuida de crianças com problemas psicológicos e ainda tenta entender sua complicada infância. Mas o filme traz muito mais que isso e faz pensar nos dramas humanos, nas instabilidades emocionais a que nos sujeitamos e os desdobramentos na vida adulta, especialmente quando os dramas são vivenciados na infância, como é o caso da personagem que viveu a morte da mãe e algum tempo depois também a do pai, que igualmente enfrentava suas próprias dificuldades.

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