Análise de palestras espíritas.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Palestra

Wellington Balbo

Participo de um grupo de estudos do Espiritismo pela internet, grupo, aliás, muito instrutivo. Costumo aprender com os comentários dos estudiosos e, dia desses vi algo, num comentário, que me chamou atenção.

Um componente do grupo pediu a outro participante para analisar determinada palestra espírita que havia sido proferida em sua cidade. Então, após o pedido, a análise foi feita de forma muito tranquila, com argumentos e sem qualquer ofensa a referida palestra ou ao orador.

Mas, eis que uma outra participante do grupo, ao se deparar com a análise da palestra, resolve pedir mais caridade.

Fiquei, então, sem entender. A análise, como disse acima, havia sido feita da forma mais respeitável possível, sem ofensas ou adjetivações.

Onde estaria a falta de caridade?

Eis um desafio: adequar a mensagem espírita ao perfil do público.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Orador

Wellington Balbo – Salvador BA

Faz bom tempo que presenciei interessante fato ocorrido em algum centro espírita deste Brasil. O orador, de muita qualidade, aliás, saiu um tanto quanto triste de sua palestra. Motivo: percebeu que o público não havia assimilado adequadamente sua mensagem. A impressão foi a de que ele havia discursado num outro idioma, bem diferente do português.

Situações assim, em que não há uma comunicação eficaz, são comuns não apenas no universo espírita, mas em muitos outros. Um fator nem sempre observado é o perfil do público a que será destinada a exposição. É preciso observar perfil do público, cultura local, situação econômica da região e tantos outros pontos que criam um elo entre orador e público, de forma a facilitar a assimilação do que se quer transmitir.

Nem só de grana vive o homem…

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Moedas

Wellington Balbo

Recentemente assisti uma entrevista da modelo brasileira Gisele Bündchen, em que ela disse ter sofrido síndrome do pânico. O mais curioso foi o relato de que se sentiu “perdida” porque, de certa forma, pelo seu sucesso faltava um pouco de compaixão alheia.

Mais ou menos assim:

Você é rica, famosa, tem de tudo, portanto, não pode sofrer.

Bem provável que você já tenha visto situações deste nível, em que pessoas com posses materiais falam de suas necessidades, ou fazem qualquer reclamação e alguém saí com uma dessas:

Mas está reclamando de quê? Tem de tudo na vida, deveria agradecer a Deus!”

Richard Simonetti de Bauru!

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

richard-simonetti

Wellington Balbo

Dias atrás Bauru “perdeu” o seu maior escritor, Richard Simonetti que partiu alguns dias antes de completar 83 anos. Pouca gente foi tão ativa na divulgação do nome de Bauru como Richard.

Nas viagens que realizo em palestras espíritas, quando me recebem, os anfitriões perguntam:

Vem de onde, rapaz? Venho de Bauru. Então, eles completam: Ah, Bauru, terra de Richard Simonetti. Recentemente estive na cidade de Lisboa e arredores em eventos espíritas e, num dos locais, em Algés, eis que vejo uma estante apenas com livros de Richard Simonetti. Lá estava Bauru, do outro lado do Atlântico, representada pelo escritor que já teve muitas de suas mais de 60 obras traduzidas para diversos idiomas. Um autêntico divulgador de nossa cidade e, melhor, de forma positiva.

Militantes político partidários, deixem o espiritismo em paz.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

kardec-bandeira-brasil

Wellington Balbo – Salvador BA

 É muito natural, dentro do contexto que estamos vivendo em questões políticas, que o brasileiro e, claro, o espírita, debata, discuta e argumente em favor do seu candidato ou partido político.

Faz parte do jogo democrático toda discussão saudável, que não extrapole os limites do respeito ao outro. Mas, se o espírita pode e deve exercer o seu direito de cidadão, ele deve, também, guardar respeito ao espiritismo no que concerne ao tema político partidário.

Se pode debater, argumentar, defender seu candidato, deve fazê-lo longe das lides espíritas, porque o espiritismo não se vincula a questões político partidárias. Também está fora do campo de ação do espiritismo informar se quem vota no candidato A é bom ou mau caráter, ou se quem defende o partido B tem o nível moral elevado. Aliás, são as ações e não a escolha do candidato que dirá se alguém é ou não um indivíduo moralizado.

O que devemos, nós, esperar diante da vida?

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Chico 3

Wellington Balbo

É muito comum considerarmos que por ocuparmos esta ou aquela posição, fazer parte desta ou daquela família, religião, país, ou estar nesta ou naquela condição devemos experimentar algum “privilégio” na passagem por este mundo.

Um favor dos “céus” aqui, uma “facilitada” “acolá” ou, quem sabe, uma “carteirada” da espiritualidade para que sejamos beneficiados de alguma forma. Afinal, merecemos, praticamos o bem, passamos um tempo na igreja, centro, templo e, segundo nossa visão, ficamos quites com o Pai do Céu, o que nos possibilitaria alguns benefícios extraordinários.

Quando não somos atendidos, frequentemente exclamamos: Nossa! Mas eu fiz tanta coisa, ajudei tanta gente e recebo isto da vida?

E fulano, então? Ótima pessoa, vejam o que ocorreu com ele! Ah, dizem alguns, vida ingrata.

Benefícios da água magnetizada na melhora da qualidade de vida.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Agua

Wellington Balbo – Salvador BA

A água, elemento formado por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio é fundamental para a existência da vida na Terra. Cerca de 75 a 85% da estrutura dos seres vivos é composta por água, de modo que, apenas esta simples observação oferece uma visão ainda pálida da importância desta substância para todos. Desnecessário, portanto, discorrer aqui em torno de pormenores pertinentes a água. O espaço será utilizado para a abordagem da água como ferramenta de cura, alívio de dores físicas e promoção de uma melhor qualidade de vida aos encarnados.

Vale lembrar que Allan Kardec interessava-se pelas curas espirituais e pelas terapias alternativas oferecidas pelos Espíritos. Trago, aqui, interessante tema tratado por Allan Kardec na Revista Espírita, mês de novembro, 1862. O título do texto é “Remédio dado pelos Espíritos”. Nele, Kardec narra o caso da Srta. Dufaux que estava com complicado problema nas pernas. Ao perguntar ao guia espiritual sobre o caso, o invisível informou que a cura estaria ao passar a pomada que o tio da Srta. Dufaux, já desencarnado, utilizava em ferimentos. A receita, pois, havia se perdido, mas o guia ditou os ingredientes para a médium. Ela utilizou e teve sua perna curada. Outros indivíduos também utilizaram e receberam a cura por meio da pomada. Vale lembrar que Kardec recomenda a utilização, pois a pomada nada tem de ofensiva, sendo composta apenas por ervas e plantas. Mais uma prova de que os Espíritos interessam-se, genuinamente, pela melhora física dos homens e, quando possível, oferecem concursos diretos para recuperação e, consequentemente, melhora na qualidade de vida das pessoas.

Pretos velhos e caboclos nos centros espíritas.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Preto-velho

Wellington Balbo – Salvador BA.

 Inicio este texto com algo que escrevi há um tempo no facebook.

Outro dia vi o Zé falando uma grande verdade… Ninguém deu bola… Então, trocaram o nome e colocaram: Barão Von Sternove como autor da frase do Zé, daí todos compartilharam… Tornou-se verdade, citação aclamada pelo mundo, afinal fora dita por uma celebridade…

A identidade dos Espíritos é um tema que, desde sempre, chama atenção por diversas razões. Quando uma comunicação é dada para o médium por personalidades da história, nomes consagrados e com grande clamor, em geral são bem recebidas. Parece que a assinatura das comunicações por alguma personalidade conhecida causa um certo frisson e dá credibilidade.

O que as pessoas não gostam de ouvir quando um afeto “morre”.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Casal

Wellington Balbo – Salvador BA.

 Faz algum tempo que trabalho no tema referente a morte de entes queridos e como podemos/devemos lidar com esta “perda”. Embora o espírita saiba que a vida prossegue além túmulo, impossível não ficar triste com a perda da convivência com o ente que se foi e a preocupação com o seu estado de ânimo do outro lado da vida, se estará bem, tranquilo, em paz. Tentar ocultar esta ideia da tristeza é, ao menos em meu entendimento, um grave equívoco. A fé na imortalidade da alma não elimina a tristeza pela partida de nosso afeto. Esta fé, ou melhor, esta certeza na sobrevivência da alma ameniza a dor, mas, jamais a elimina.

Tive, inclusive, a oportunidade de escrever uma obra – Pérolas devolvidas e publicada pela Editora CEAC, 2015 –  no tocante a este delicado assunto.

Desde então prossigo trabalhando na temática.

O que disse Kardec sobre as polêmicas espíritas.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Revista Espírita

Wellington Balbo

 Polêmicas vez ou outra visitam o cenário espírita. Natural, porquanto Kardec não abordou tudo e apenas levantou o véu do mundo invisível. Muitas coisas ficaram sem respostas e as gerações que sucederam Kardec deveriam dar seguimento à sua obra, vasculhando informações para elucidar mais leis que regem os dois mundos. De tal modo,  temas que na época não foram ventilados por Kardec, entram em pauta e suscitam opiniões das mais diversas e divergentes.

Não raro desentendimentos…

Apometria, colônias espirituais, reuniões públicas abertas ou fechadas… Iríamos longe e poderíamos passar três páginas ou mais citando temas que são motivos de polêmica no seio do movimento espírita.

Mas, como, então, resolver a polêmica? Quem tem razão? Qual o caminho mais seguro a percorrer?

Não obstante a impossibilidade de falar sobre tudo, Kardec deixou um legado quanto ao que se deve fazer no tocante às polêmicas espíritas.

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