Talismãs, amuletos, o que Kardec diz sobre a força desses objetos?

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

amuletos

Wellington Balbo – Salvador BA

Kardec, em sua época era reconhecido pelos seus contemporâneos como autoridade no tocante aos temas das novas descobertas entre a relação dos mundos visível e invisível. Tanto sim que frequentemente buscavam-no a fim de receber sua opinião relacionada aos inúmeros fenômenos além matéria. Foi assim quanto ao poder de objetos, talismãs e adereços. Teriam, eles, poder de descortinar o passado de alguém ou prever o futuro, ou, ainda, atrair os Espíritos? Há, nesses objetos, algo que possa denominá-los, assim na forma vulgar, como objetos mágicos?

Dentre as muitas vezes que Kardec abordou o tema medalhas, símbolos e demais, trago para reflexão um texto que consta na Revista Espírita, novembro de 1858, com o título: Os talismãs – medalha cabalística.

Uma senhora, médium sonâmbula, havia informado que determinada medalha tinha poderes especiais de atrair os Espíritos. Pediram a opinião de Kardec a respeito. Kardec, logo de início, já explica que os Espíritos são atraídos pelo pensamento e não pelo objeto em si.

Análise de um texto da Revista Espírita: Cura moral dos encarnados.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

curas

Wellington Balbo – Salvador BA

 Com muita frequencia perguntam a razão pela qual um Espírito, quando comparece a uma reunião mediúnica, mesmo sendo considerado “mau”, acolhe com mais facilidade os conselhos para moralizar-se do que quando em seu tempo de encarnado.

Longe da ideia de fechar a questão em tema tão complexo e que traz tantas variáveis, haja vista que cada caso e situação de além túmulo é único. Portanto, trago, aqui, uma reflexão produzida após leitura do texto – “Cura moral dos encarnados” e que está publicado na Revista Espírita, julho de 1865.

Segundo o texto, um rapaz, cego há mais de uma década havia merecido atenção de um espírita que, por meio do magnetimo objetivava curá-lo. Ocorre que o rapaz era ingrato e dava provas de ser um Espírito sem boas noções morais.

São Luís inicia os comentários e informa que para os bons fluidos poderem penetrar é necessário que o indivíduo, vítima da enfermidade, trabalhe para que os maus fluidos que o envolvem sejam dissipados.

Dráuzio Varella e Kardec.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

penitenciaria

Wellington Balbo

 

 

Podemos extrair, se quisermos, lições de absolutamente tudo nesta vida. Lendo o livro, As prisioneiras, de Dráuzio Varella, observo as falas dos detentos quanto aos costumes e cultura das penitenciárias dos anos 1950 e 1960. Dizem eles que as “cadeias” hoje são muito mais tranquilas, no quesito violência, do que outrora. Ou seja, sob o aspecto moral as penitenciárias, em virtude das atitudes dos detentos, progrediram. Talvez você espante-se com tal situação, haja vista que falamos de um presídio e a primeira ideia que nos vem a mente é a de que o progresso visita todos os lugares, menos este por conter pessoas que atuam à margem da sociedade. Interessante é que a fala da detenta bate com o que ensina Kardec em O Livro dos Espíritos sobre a Lei do Progresso.

Deus, sendo a inteligência suprema, faz cumprir sua lei em todos os cantos e recantos do universo, incluindo-se as penitenciárias.

Sim, nós melhoramos, prezado leitor, todos melhoram.

Mais um caso em que foi aplicada a ideia do Grupo Curador de Marmande.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Passes

Wellington Balbo – Salvador BA

Há algum tempo que, junto com alguns amigos trabalhamos com as bases do Grupo Curador de Marmande, conforme consta na Revista Espírita, maio de 1867. O relato aborda a aplicação de magnetismo por parte de parentes e amigos como forma de curar enfermidades.

Neste texto narramos caso que estamos acompanhando. Abaixo a descrição:

Há alguns anos a senhora A. P. F, de 85 anos, teve um Acidente Vascular Cerebral com algumas sequelas. Diante da situação, a senhora A. P. F passou a apresentar depressão, perda do humor e insônia. Seguindo as recomendações do Grupo Curador de Marmande (naturalmente que adaptada a realidade e o contexto dos envolvidos) passes foram aplicados na senhora A. P. F pela sua filha durante 8 dias ininterruptos. A filha da senhora A. P. F dedicou 15 minutos diários para o trabalho, sendo, pois, divididos entre oração, meditação e aplicação dos passes.

Fé cega pode virar faca amolada

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

FÉ

 Marcus Vinicius de Azevedo Braga

Wellington Balbo

O profeta, médico e pintor Mani – fundador do Maniqueísmo – nascido na Mesopotâmia, viveu no século III e sua religião teve milhares de adeptos, perdurando por mais de 1.000 anos.

Naquela distante época, Mani gozou de grande prestígio, atraindo inclusive a simpatia de reis, como  Sapor e Hormidas.

Mani tentou reunir as mais conhecidas religiões: Cristianismo, Islamismo, Budismo, Zoroastrismo, todas em torno do pensamento de que há um dualismo a reger as criaturas.

De um lado o Bem, de outro lado o Mal.

Duas forças antagônicas que se digladiam para controlar o universo: Deus e Demônio, Bem e Mal, Certo e Errado…Um antecessor da dialética hegeliana e a sua busca por uma síntese de opostos.

Nunca foi tão necessário mergulhar em Kardec.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Kardec4

Wellington Balbo – Salvador BA.

Allan Kardec foi, com justiça, considerado um homem ponderado. Logo de cara, no início do regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, deixou clara a proibição da discussão de temas que poderiam suscitar paixões avassaladoras e brigas como as que vemos hoje em nosso movimento espírita. Diria que nos “odiamos” fraternalmente, tudo regado aos clichês de muita paz e beijos de luz.

Quais temas: política, economia e religião.

Abro um parêntese aqui para alguns comentários. Depois retornaremos ao assunto principal do texto.

Penso que podemos e devemos debater qualquer assunto, contudo ainda não estamos acostumados a sermos contrariados.

Quando divergem de nós logo consideramos tratar-se de um inimigo, de alguém que quer nos abater.

Schopenhauer e Kardec.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Arthur Schopenhauer

Wellington Balbo – Salvador BA

Artigo reproduzido pelo jornal Momento Espírita, do CEAC Bauru SP.

Gosto muito do filósofo alemão Schopenhauer (1788 – 1860). Ele é direto, objetivo e sem firulas. Um pensador vigoroso e profundo. Na coletânea – a Arte de escrever –  com textos do filósofo pessimista, há interessantes ideias bem traçadas pelo alemão.

Para Schopenhauer é a vontade o motor do mundo. E o homem está sempre refém das suas vontades, desde as mais simples até as mais sofisticadas.

Saciada uma vontade, logo vem o tédio e, por consequência, o desenho de uma nova vontade. Sendo a vontade o móvel principal da ação humana, está escrita uma ciranda: vontade, busca para saciá-la, saciedade e desenho de uma nova vontade, numa insatisfação eterna.

Portanto, para Schopenhauer, viver é sofrer, pois a satisfação nunca chega e as vontades jamais cessam.

Mas não é este o aspecto da literatura de Schopenhauer que queremos exaltar. Há coisas, digamos, mais “pra frentex” que ele escreveu.

Tatuagens

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Tatuagem

 

Wellington Balbo – SAlvador/BA

Dúvidas sobre tatuagem. Podemos fazê-las? Como funciona no mundo dos Espíritos?

Faz algum tempo que recebi, por e-mail, uma dúvida provinda de uma frequentadora de um dos centros espíritas da capital baiana. Dúvida, aliás, sobre um tema que ainda gera um bocado de controvérsias não apenas no movimento espírita mas, também, no seio de outras religiões.

E este tema é tatuagem.

Fazer ou não fazer, eis a questão.

Contato com Espíritos no presídio.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

presidios

 Wellington Balbo – Salvador BA.

 

Alguns anos atrás que minha filha, Olívia, começou a queixar-se de influência espiritual.

Segundo ela, o Espírito de uma menina a perseguia causando-lhe embaraços de todos os tipos. Falava com ela e aparecia-lhe em sonhos.

Como na época morávamos juntos, resolvi, certo dia, conversar com o Espírito que perseguia minha filha.

Fomos até a sala, oramos, e eu, em voz alta, iniciei a fala. Disse para o Espírito sobre Jesus, abordei a questão do amor, perdão, vida após a morte e pedi que seguisse seu caminho, deixando Olívia em paz.

A situação resolveu-se e, desde então minha filha não mais acusou a presença da entidade que apoquentava sua vida.

Bem provável ter sido o caso de um Espírito ainda sem conhecer sua real condição. Parecia-me, realmente, uma entidade muito mais perdida do que má.

O Espiritismo é uma religião?

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Trilogia

Wellington Balbo – Salvador BA.

 Quando garoto, lá em Imperatriz no Maranhão, década de 80 do século passado, gostasva muito de comer os biscoitos recheados da Tostines. E, como eu apreciava a marca, ficava vidrado no aparelho televisor, que ainda não era tela plana, quando aparecia o comercial e um indivíduo perguntava:

Tostines vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?

Dúvida cruel pairava em minha cabeça infantil e até hoje não consegui responder a esta pergunta, embora, creio, nem mais exista o referido biscoito.

Brincadeiras à parte, vamos ao tema que dá origem ao texto.

A pergunta do título deste texto  foi e ainda é motivo de artigos, textos, discussões em redes sociais e fora delas e debates acalorados por parte de diversos confrades.

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