TRAGÉDIA NO CIRCO

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

CircoPelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Cartas e Crônicas. Lição nº 06. Página 29.

 

Naquela noite, da época recuada de 177, o “concilium” de Lião regurgitava de povo.

Não se tratava de nenhuma das assembléias tradicionais da Gália, junto ao altar do Imperador, e sim de compacto ajuntamento.

Marco Aurélio reinava, piedoso, e embora não houvesse lavrado qualquer rescrito em prejuízo maior dos cristãos, permitira se aplicassem na cidade, com o máximo rigor, todas as leis existentes contra eles.

A matança, por isso, perdurava terrível.

Ninguém examinava necessidades ou condições.

Mulheres e crianças, velhos e doentes, tanto quanto homens válidos e personalidades prestigiosas, que se declarassem fiéis ao Nazareno, eram detidos, torturados e eliminados sumariamente.

Através do espesso casario, a montante da confluência do Ródano e do Saône, multiplicavam-se prisões, e no sopé da encosta, mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, levantando-se altas paliçadas em torno de enorme arena.

As pessoas representativas do mundo lionês eram sacrificadas no lar ou barbaramente espancadas no campo, enviando-se os desfavorecidos da fortuna, inclusive grande massa de escravos, ao regozijo público.

MATERIALISMO e ESPIRITISMO

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

Materialismo

Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Estante da Vida. Lição nº 21. Página 99.

 Conta-se que o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes orientava, no Rio de Janeiro, uma reunião de estudos espíritas, com a palavra livre para todos os circunstantes, quando, após comentários diversos, perguntou, se mais alguém desejava expressar-se nos temas da noite.

Foi então que renomado materialista, seu amigo pessoal, lhe dirigiu veemente provocação:

– Bezerra, continuo ateu e, não somente por meus colegas, mas também por mim, venho convidá-lo a debate público, a fim de provarmos a inexpugnabilidade do materialismo contra as pretensões do espiritismo. E previno a você que o materialismo já levantou extensa lista de médiuns fraudulentos; de chamados sensitivos que reconheceram os seus próprios enganos e desertaram das fileiras espíritas; dos que largaram em tempo o suposto desenvolvimento das forças psíquicas e fizeram declarações, quanto às mentiras piedosas de que se viram envoltos; dos ilusionistas que operam em nome de poderes imaginários da mente; e, com essa relação, apresentaremos outro rol de nomes que o materialismo já reuniu, os nomes dos experimentadores que demonstraram a inexistência da comunicação com os mortos; dos sábios que não puderam verificar as factícias ocorrências da mediunidade; dos observadores desencantados de qualquer testemunho da sobrevivência; e dos estudiosos ludibriados por vasta súcia de espertalhões. Esperamos que você e os espíritas aceitem o repto.

Bezerra de Menezes concentrou-se em prece alguns instantes, e, em seguida, respondeu, aliando energia e brandura:

BELARMINO BICAS

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

Madre

Pelo Espírito Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Cartas e Crônicas. Lição nº 16. Página 73.

 Depois da festa beneficente, em que servíramos justos, Belarmino Bicas, prezado companheiro a que nos afeiçoamos, no Plano Espiritual, chamou-me à parte e falou decidido:

– Bem, já que estivemos hoje em tarefa de solidariedade, estimaria solicitar um favor…

Ante a surpresa que nos assaltou, Belarmino prosseguiu:

– Soube que você ainda dispõe de alguma facilidade para escrever aos companheiros encarnados na Terra e gostaria de confiar-lhe um assunto…

NOS DOMÍNIOS DA SOMBRA

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

Sombra

Pelo Espírito Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Contos e Apólogos. Lição nº 40. Página 173.

 Em compacta assembléia do reino das sombras, um poderoso soberano das trevas, diante de milhares de falangistas da miséria e da ignorância, explicava o motivo da grande reunião.

O Espiritismo com Jesus, aclarando a mente humana, prejudicava os planos infernais.

Em toda parte da Terra, as criaturas começavam a raciocinar menos superficialmente! Indagavam, com segurança, quanto aos enigmas do sofrimento e da morte e aprendiam, sem maior dificuldade, as lições da Justiça Divina. Compreendiam, sem cadeias dogmáticas, os ensinamentos do Evangelho. Oravam com fervor. Meditavam na reencarnação e passavam a interpretar com mais inteligência os deveres que lhes cabiam no Planeta. Muita gente entregava-se aos livros nobres, à caridade e à compaixão, iluminando a paisagem social do mundo e, por isso, todas as atividades da sombra surgiam ameaçadas.

Que fazer para conjurar o perigo?

CELEBRANDO O CENTENÁRIO

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

Centenário

Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos)

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Doutrina Escola. Lição nº 09. Página 53.

Mensagem recebida em 1957.

 O Primeiro Centenário da Codificação do Espiritismo revestiu-se de enorme importância, não apenas no círculo dos companheiros encarnados, mas também nas Esferas Espirituais, vizinhas da Humanidade.

Inquestionavelmente, os núcleos de vida mais nobre, postos avançados do Espírito Humano para a Vida Superior, já guardavam consigo, em soberana exaltação de beleza, os princípios trazidos ao mundo por intermédio de Allan Kardec, mas, no imenso vale das criaturas torturadas, a se erguerem da sombra para a luz, a Doutrina Espírita representou preciosa contribuição no trabalho iluminativo da alma, aplainando dificuldades, auxiliando consciências e clareando caminhos.

Desde o eclipse do Evangelho no culto exterior, anuviou-se o roteiro da morte na marcha da Civilização.

QUEM AVISA

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

Escrita

Humberto de Campos

Extraído do Livro.: Lázaro Redivivo – FEB

 Conta-se que um cômico célebre, em pleno espetáculo, recebeu, no entreato, um telegrama triste, anunciando-lhe a morte do pai. Desatando as lágrimas, voltou à ribalta, em suprema consternação, comunicando à platéia : – “Meus senhores, acabo de ser informado de que meu pai morreu!…” Ao invés, porém, da compunção dos ouvintes, recebeu estonteantes aplausos. O público ria gostosamente, acreditando na continuação da peça, embora o patético a caracterizar-se no rosto angustiado do artista. Naquele instante, seu coração era uma fonte de lágrimas, sustentando um rio de gargalhadas. Onde a culpa do infeliz?

Há pessoas que nascem na Terra com o dom de chorar para que outros desenvolvam a faculdade de rir.

A propósito, conheço um homem que viveu alguns anos no mundo escrevendo anedotário venenoso, que muitos leitores consumiam, ávidos, no silêncio de salas desertas. Cavalheiros respeitáveis e senhoras bem postas, jovens de ambos os sexos, recolhiam-se, de quando em quando, em obscuros recantos da casa, cultivando a perfídia sorridente e a ironia maliciosa. Liam com interesse, lembravam pessoas de suas relações, emoldurando-as nos quadros que a leitura lhes sugeria e, não raro, cerravam a porta, a fim de viverem, mais intensamente, as impressões recolhidas.

A LENDA DAS LÁGRIMAS

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

Criação

Humberto de Campos

Extraído do Livro.: Crônicas de Além Túmulo – FEB

 

Rezam as lendas bíblicas que o Senhor, após os seis dias de grandes atividades da criação do mundo, arrancado do caos pela sua sabedoria, descansou no sétimo para apreciar a sua obra.

E o Criador via os portentos da Criação, maravilhado de paternal alegria. Sobre os mares imensos voejavam as aves alegres; nas florestas espessas desabrochavam flores radiantes de perfumes, enquanto as luzes, na imensidade, clarificavam as apoteoses da Natureza, resplandecendo no Infinito, para louvar-lhe a glória e lhe exaltar a grandeza.

Jeová, porém, logo após a queda de Adão e depois de expulsá-lo do Paraíso, a fim de que ele procurasse na Terra o pão de cada dia com o suor do trabalho, recolheu-se entristecido aos seus imensos impérios celestiais, repartindo a sua obra terrena em departamentos diversos, que confiou às potências angélicas.

NA SUBIDA CRISTÃ

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

filipe

Humberto de Campos

Extraído do Livro: Luz Acima – FEB

 

Filipe, o velho pescador fiel ao profeta Nazareno, meditando bastas vezes na grandeza do Evangelho, punha-se a monologar para dentro da própria alma.

“A Boa-Nova – dizia consigo mesmo – era indiscutivelmente um monte divino, alto demais, porém, considerando-se as vulgaridades da existência comum. O Mestre era, sem duvida, o Embaixador do Céu. Entretanto, os princípios de que era portador mostravam-se transcendentes em demasia. Como enfrentar as dificuldades e resolvê-las?

Ele, que acompanhava o Senhor, passo a passo, atravessava obstáculos imensos, de modo a segui-lo com fidelidade e pureza. Momentos surgiam em que, de súbito, via esfaceladas as promessas de melhoria íntima que formulava a si próprio. É quase impraticável a ascensão evangélica. Os ideais, as esperanças e objetivos do Salvador permaneciam excessivamente longínquos ao seu olhar… Se os óbices da jornada espiritual lhe estorvavam sadios propósitos do coração, que não ocorreria aos homens inscientes da verdade e mais frágeis que ele mesmo?”

O ANJO E O MALFEITOR

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

anjo

Humberto de Campos

Extraído do Livro: Estante da Vida – FEB

 O mensageiro do Céu volveu do Alto a sombrio vale do mundo, em apoio de centenas decriaturas mergulhadas na enfermidade e no crime, na miséria e na ignorância, e, necessitando de concurso alheio para estender socorro urgente, começou por recorrer à publicação de apelos do próprio Evangelho, induzindo corações, em nome do Cristo, à compaixão e à caridade.

Entretanto, porque tardasse qualquer resultado concreto, de vez que todos os habitantes do vale se comoviam com as legendas, mas não se encorajavam à menor manifestação de amparo ao próximo, o Enviado Celestial, convicto de que fora recomendado pelo Senhor a servir e não a questionar, julgou mais acertado assumir a forma de um homem e solicitar sem delegar o apoio de alguém que lhe pudesse prestar auxílio.

NA FRENTE DO BEM

por Valdenir em . Publicado em Crônicas - Humberto Campos.

apostolos

Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Fé. Lição nº 16. Página 54.

 Conta-se que, em certa ocasião, na casa dos apóstolos de Jesus, em Jerusalém, o trabalho de atendimento aos necessitados havia recrudescido.

Simão Pedro era o alvo das solicitações e das aflições.

Petitórios e queixas.

Quantos haviam escutado referências ao nome de Jesus e aos prodígios de amor que o Mestre realizara, vinham de longe…

E suplicavam…

E clamavam…

Muitos traziam querelas, outros carreavam perturbações.

Não raro, irmãos em demanda familiar, entravam em rixa ali mesmo, no recinto da fraternidade, trocando injúrias e pescoções.

Viajantes em extremo desespero abordavam a generosa moradia, implorando consolação.

Muitas vezes, os rogos se degeneravam em gritaria e palavrão, frustrando a tranqüilidade do santuário.

De vez que assumia a direção do grupo, era Pedro quem mais socorria os infelizes, mas, por isso mesmo, era mais intensamente policiado pelos olhos da crítica.

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