Pretos velhos e caboclos nos centros espíritas.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Preto-velho

Wellington Balbo – Salvador BA.

 Inicio este texto com algo que escrevi há um tempo no facebook.

Outro dia vi o Zé falando uma grande verdade… Ninguém deu bola… Então, trocaram o nome e colocaram: Barão Von Sternove como autor da frase do Zé, daí todos compartilharam… Tornou-se verdade, citação aclamada pelo mundo, afinal fora dita por uma celebridade…

A identidade dos Espíritos é um tema que, desde sempre, chama atenção por diversas razões. Quando uma comunicação é dada para o médium por personalidades da história, nomes consagrados e com grande clamor, em geral são bem recebidas. Parece que a assinatura das comunicações por alguma personalidade conhecida causa um certo frisson e dá credibilidade.

O que as pessoas não gostam de ouvir quando um afeto “morre”.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Casal

Wellington Balbo – Salvador BA.

 Faz algum tempo que trabalho no tema referente a morte de entes queridos e como podemos/devemos lidar com esta “perda”. Embora o espírita saiba que a vida prossegue além túmulo, impossível não ficar triste com a perda da convivência com o ente que se foi e a preocupação com o seu estado de ânimo do outro lado da vida, se estará bem, tranquilo, em paz. Tentar ocultar esta ideia da tristeza é, ao menos em meu entendimento, um grave equívoco. A fé na imortalidade da alma não elimina a tristeza pela partida de nosso afeto. Esta fé, ou melhor, esta certeza na sobrevivência da alma ameniza a dor, mas, jamais a elimina.

Tive, inclusive, a oportunidade de escrever uma obra – Pérolas devolvidas e publicada pela Editora CEAC, 2015 –  no tocante a este delicado assunto.

Desde então prossigo trabalhando na temática.

O que disse Kardec sobre as polêmicas espíritas.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Revista Espírita

Wellington Balbo

 Polêmicas vez ou outra visitam o cenário espírita. Natural, porquanto Kardec não abordou tudo e apenas levantou o véu do mundo invisível. Muitas coisas ficaram sem respostas e as gerações que sucederam Kardec deveriam dar seguimento à sua obra, vasculhando informações para elucidar mais leis que regem os dois mundos. De tal modo,  temas que na época não foram ventilados por Kardec, entram em pauta e suscitam opiniões das mais diversas e divergentes.

Não raro desentendimentos…

Apometria, colônias espirituais, reuniões públicas abertas ou fechadas… Iríamos longe e poderíamos passar três páginas ou mais citando temas que são motivos de polêmica no seio do movimento espírita.

Mas, como, então, resolver a polêmica? Quem tem razão? Qual o caminho mais seguro a percorrer?

Não obstante a impossibilidade de falar sobre tudo, Kardec deixou um legado quanto ao que se deve fazer no tocante às polêmicas espíritas.

Talismãs, amuletos, o que Kardec diz sobre a força desses objetos?

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

amuletos

Wellington Balbo – Salvador BA

Kardec, em sua época era reconhecido pelos seus contemporâneos como autoridade no tocante aos temas das novas descobertas entre a relação dos mundos visível e invisível. Tanto sim que frequentemente buscavam-no a fim de receber sua opinião relacionada aos inúmeros fenômenos além matéria. Foi assim quanto ao poder de objetos, talismãs e adereços. Teriam, eles, poder de descortinar o passado de alguém ou prever o futuro, ou, ainda, atrair os Espíritos? Há, nesses objetos, algo que possa denominá-los, assim na forma vulgar, como objetos mágicos?

Dentre as muitas vezes que Kardec abordou o tema medalhas, símbolos e demais, trago para reflexão um texto que consta na Revista Espírita, novembro de 1858, com o título: Os talismãs – medalha cabalística.

Uma senhora, médium sonâmbula, havia informado que determinada medalha tinha poderes especiais de atrair os Espíritos. Pediram a opinião de Kardec a respeito. Kardec, logo de início, já explica que os Espíritos são atraídos pelo pensamento e não pelo objeto em si.

Análise de um texto da Revista Espírita: Cura moral dos encarnados.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

curas

Wellington Balbo – Salvador BA

 Com muita frequencia perguntam a razão pela qual um Espírito, quando comparece a uma reunião mediúnica, mesmo sendo considerado “mau”, acolhe com mais facilidade os conselhos para moralizar-se do que quando em seu tempo de encarnado.

Longe da ideia de fechar a questão em tema tão complexo e que traz tantas variáveis, haja vista que cada caso e situação de além túmulo é único. Portanto, trago, aqui, uma reflexão produzida após leitura do texto – “Cura moral dos encarnados” e que está publicado na Revista Espírita, julho de 1865.

Segundo o texto, um rapaz, cego há mais de uma década havia merecido atenção de um espírita que, por meio do magnetimo objetivava curá-lo. Ocorre que o rapaz era ingrato e dava provas de ser um Espírito sem boas noções morais.

São Luís inicia os comentários e informa que para os bons fluidos poderem penetrar é necessário que o indivíduo, vítima da enfermidade, trabalhe para que os maus fluidos que o envolvem sejam dissipados.

Dráuzio Varella e Kardec.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

penitenciaria

Wellington Balbo

 

 

Podemos extrair, se quisermos, lições de absolutamente tudo nesta vida. Lendo o livro, As prisioneiras, de Dráuzio Varella, observo as falas dos detentos quanto aos costumes e cultura das penitenciárias dos anos 1950 e 1960. Dizem eles que as “cadeias” hoje são muito mais tranquilas, no quesito violência, do que outrora. Ou seja, sob o aspecto moral as penitenciárias, em virtude das atitudes dos detentos, progrediram. Talvez você espante-se com tal situação, haja vista que falamos de um presídio e a primeira ideia que nos vem a mente é a de que o progresso visita todos os lugares, menos este por conter pessoas que atuam à margem da sociedade. Interessante é que a fala da detenta bate com o que ensina Kardec em O Livro dos Espíritos sobre a Lei do Progresso.

Deus, sendo a inteligência suprema, faz cumprir sua lei em todos os cantos e recantos do universo, incluindo-se as penitenciárias.

Sim, nós melhoramos, prezado leitor, todos melhoram.

Mais um caso em que foi aplicada a ideia do Grupo Curador de Marmande.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Passes

Wellington Balbo – Salvador BA

Há algum tempo que, junto com alguns amigos trabalhamos com as bases do Grupo Curador de Marmande, conforme consta na Revista Espírita, maio de 1867. O relato aborda a aplicação de magnetismo por parte de parentes e amigos como forma de curar enfermidades.

Neste texto narramos caso que estamos acompanhando. Abaixo a descrição:

Há alguns anos a senhora A. P. F, de 85 anos, teve um Acidente Vascular Cerebral com algumas sequelas. Diante da situação, a senhora A. P. F passou a apresentar depressão, perda do humor e insônia. Seguindo as recomendações do Grupo Curador de Marmande (naturalmente que adaptada a realidade e o contexto dos envolvidos) passes foram aplicados na senhora A. P. F pela sua filha durante 8 dias ininterruptos. A filha da senhora A. P. F dedicou 15 minutos diários para o trabalho, sendo, pois, divididos entre oração, meditação e aplicação dos passes.

Fé cega pode virar faca amolada

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

FÉ

 Marcus Vinicius de Azevedo Braga

Wellington Balbo

O profeta, médico e pintor Mani – fundador do Maniqueísmo – nascido na Mesopotâmia, viveu no século III e sua religião teve milhares de adeptos, perdurando por mais de 1.000 anos.

Naquela distante época, Mani gozou de grande prestígio, atraindo inclusive a simpatia de reis, como  Sapor e Hormidas.

Mani tentou reunir as mais conhecidas religiões: Cristianismo, Islamismo, Budismo, Zoroastrismo, todas em torno do pensamento de que há um dualismo a reger as criaturas.

De um lado o Bem, de outro lado o Mal.

Duas forças antagônicas que se digladiam para controlar o universo: Deus e Demônio, Bem e Mal, Certo e Errado…Um antecessor da dialética hegeliana e a sua busca por uma síntese de opostos.

Nunca foi tão necessário mergulhar em Kardec.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

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Wellington Balbo – Salvador BA.

Allan Kardec foi, com justiça, considerado um homem ponderado. Logo de cara, no início do regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, deixou clara a proibição da discussão de temas que poderiam suscitar paixões avassaladoras e brigas como as que vemos hoje em nosso movimento espírita. Diria que nos “odiamos” fraternalmente, tudo regado aos clichês de muita paz e beijos de luz.

Quais temas: política, economia e religião.

Abro um parêntese aqui para alguns comentários. Depois retornaremos ao assunto principal do texto.

Penso que podemos e devemos debater qualquer assunto, contudo ainda não estamos acostumados a sermos contrariados.

Quando divergem de nós logo consideramos tratar-se de um inimigo, de alguém que quer nos abater.

Schopenhauer e Kardec.

por Valdenir em . Publicado em Cotidiano - Wellington Balbo.

Arthur Schopenhauer

Wellington Balbo – Salvador BA

Artigo reproduzido pelo jornal Momento Espírita, do CEAC Bauru SP.

Gosto muito do filósofo alemão Schopenhauer (1788 – 1860). Ele é direto, objetivo e sem firulas. Um pensador vigoroso e profundo. Na coletânea – a Arte de escrever –  com textos do filósofo pessimista, há interessantes ideias bem traçadas pelo alemão.

Para Schopenhauer é a vontade o motor do mundo. E o homem está sempre refém das suas vontades, desde as mais simples até as mais sofisticadas.

Saciada uma vontade, logo vem o tédio e, por consequência, o desenho de uma nova vontade. Sendo a vontade o móvel principal da ação humana, está escrita uma ciranda: vontade, busca para saciá-la, saciedade e desenho de uma nova vontade, numa insatisfação eterna.

Portanto, para Schopenhauer, viver é sofrer, pois a satisfação nunca chega e as vontades jamais cessam.

Mas não é este o aspecto da literatura de Schopenhauer que queremos exaltar. Há coisas, digamos, mais “pra frentex” que ele escreveu.

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